As dificuldades do Busking

Em abril de 2016 me mudei para Lisboa cheio de ideias aventureiras na cabeça. Para começar, cheguei aqui indo para o meio da estrada na Espanha e pedindo carona. Tinha acabado de sair de um relacionamento e queria me jogar de corpo e alma às aventuras que me aguardavam mundo a fora. Uma das ideias que apareciam muito insistentemente na minha cabeça era o busking. Ou seja, tocar na rua e receber umas moedas em troca. Logo na primeira semana em Lisboa, fiz meu primeiro busking e os obstáculos já vieram de pontapé no meu peito: muito calor, eu suava muito, muito barulho, tinha que forçar muito a voz pra as pessoas me escutarem, tinha que tocar o violão bem forte e as sutilezas quase não eram ouvidas, etc. Ainda assim, eu continuei fazendo porque eu tinha prazer em fazê-lo. A primeira impossibilidade apareceu quando eu comecei a trabalhar a sério num restaurante de fado, e meus horários me deixavam bastante limitado. Nesse meio tempo, conheci meu parceiro de busking, Oliver Cañete, e de vez em nunca conseguíamos marcar algo.

Cássio SáAs dificuldades do Busking